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“... La patria de un alma elevada es el universo”. Demócrito 
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ahoraanunciajujuy     Entrega Virtual  Nr. 013/Oct 2004  
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POETAS JUJEÑOS AUTOCONVOCADOS

 

Bodas de oro entre Néstor Groppa y la Poesía


(…) Cuando la gente habla de él, coincide en afirmar su obsesión minuciosa de registrar el mundo, como si en sus versos tratara de hacerle lugar a todas las criaturas posibles; para cobijarlas, para salvarlas, para que no se pierdan, para que estén juntas y nunca más solas. Su obra es como el abrazo de un piadoso Aleph.(…)

Jorge Accame

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Homenaje a N.Groppa
N.Groppa aniversario con la Poesía
Groppa

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Angela Teresa Grigera

  EN LAS COSTAS DEL INDICO Y DEL MAR DE ANDAMAN

 

    Por Angela Teresa Grigera

Se desgarra la piel oscura del cielo
caen lágrimas negras,
la luna se deshace en gotas de hielo
El sol se diluye en trocitos
y el cielo se convierte en
un corazón celeste desgarrado.
Los ángeles penden asustados
de las copas de los árboles.
El mar abre sus brazos
convertido en tsunami.
De pronto se silencian
las metrallas.
Los hombres hacen cadenas humanas
para ayudar al hermano,
levantan los ojos al cielo implorantes
y solo ven la piedad de Dios.
Hemos perdido el paraíso
y aun el infierno

Anngiels
simplemente mujer

.....................................................................................

David Orozco Lucani

     Ilusiones

 

     Por David Orozco Lucani
     (A Maria Isabel Rodríguez)

Imagina que recién me he ido
y que ya estoy por regresar
de devolver una película, de visitar a un amigo
o simplemente de traerte el pan.

Imagina que este instante,
no es la madrugada de un domingo,
ni esta la nota de un amante peregrino;
quien yace prisionero tras las murallas del mar.

Imagina que esto jamás ha sido escrito...

Imagina que los mensajes en tu contestador,
fueran tuyos y no míos
y que al decirme que me quieres
no se quebrara tu voz, ni sintieses ese frío.

Imagina que esta tristeza,
sentada al pie de mi cama
no es una criatura de dos cabezas
que tal vez se ira cuando vuelvas...
de buscarme un libro,
de tomar agua o de arropar a nuestro hijo
y decirle "hasta mañana".

Washington DC, 13 de Diciembre del 2004

.....................................................................................                                       volver arriba

Marília de Dirceu

Por Tomás Antônio Gonzaga*

(1744 - 1809)

Advogado e poeta luso-brasileiro nascido na cidade do Porto, um dos maiores poetas do arcadismo brasileiro e autor do primeiro livro publicado no Brasil: Marília de Dirceu (1812), na realidade o terceiro volume da série, impresso nas oficinas da Imprensa Régia de D. João VI, no Rio de Janeiro.

Filho de um português com uma brasileira, nasceu em Portugal mas passou a infância na Bahia, onde estudou em um colégio jesuíta. Retornou a Portugal para estudar direito na Universidade de Coimbra. Formou-se em direito em Coimbra (1768) e logo após formar-se, escreveu o Tratado de Direito Natural, de forte caráter iluminista.

Foi juiz em Beja antes de se mudar com a família para o Brasil (1782) como ouvidor e procurador dos defuntos e ausentes em Vila Rica, hoje Ouro Preto. Na colônia fez amizade com os poetas arcadistas mineiros, que tinham como mestre Cláudio Manuel da Costa.

Seu pendor para a sátira realizou-se nos poemas satíricos em forma de cartas, Cartas chilenas (1788-1789), poema epistolar em decassílabos brancos, ou sem rimas, em que satirizava o governador de Minas Gerais, Luís da Cunha Meneses, seu adversário político, retratado na obra como um governador de província chilena chamado Falastrão Minésio.

Conheceu e enamorou-se de uma jovem da sociedade local, Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, vinte anos mais moça, de quem ficou noivo e a quem chamou Marília e dedicou seus versos sob o nome poético de Dirceu, origem do livro Marília de Dirceu.

Nesse período vinha aumentando na província mineira o descontentamento popular, por questão da cobrança de impostos, que iria se transformar numa conspiração contra a metrópole.

Nomeado desembargador da relação da Bahia, antes de assumir o novo cargo foi acusado de participar do movimento conspiratório da Inconfidência Mineira, organizado por Tiradentes, devido suas ligações com o grupo de poetas árcades mineiros e também em virtude de desentendimentos com o governador Cunha Menezes, cujos desmandos foram por ele satirizados em versos no Cartas Chilenas.

Foi preso (1789) e mandado para a ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, onde passou o período da devassa. Na cadeia completou uma série de poemas líricos, as liras, dedicados à sua amada Maria Dorotéia. Estes poemas foram reunidos nos três volumes chamados de Marília de Dirceu.

Em seguida (1792) foi condenado ao degredo de dez anos de degredo em Moçambique. Neste ano a primeira parte das liras de Marília de Dirceu foi publicada em Lisboa (1792) e uma segunda edição, com acréscimos, foi publicada sete anos depois (1799), enquanto a terceira parte só apareceu postumamente no Brasil.

Adaptado à sociedade moçambicana, casou-se com Juliana Mascarenhas de Sousa, filha de um rico mercador, viveu da advocacia e de um emprego na alfândega, morrendo em Moçambique. O erotismo e o sentimento elegíaco, componentes de alguns dos versos dedicados à amada, levaram posteriormente a identificá-lo como um pré-romântico.

ANEXO
O surgimento da imprensa no Brasil  
A história da imprensa no Brasil teve início quando D. João VI transferiu-se com a corte portuguesa para o Brasil (1808). O rei trouxe o primeiro prelo, fabricado na Inglaterra, em madeira, e a Biblioteca Real. Instalando-se no Rio de Janeiro, ordenou a criação da Imprensa Régia. Para que fosse mantida o controle sobre as manifestações da opinião pública na imprensa brasileira, foi proibida a impressão fora das oficinas da corte.
Com a rigorosa censura, publicava-se apenas o que era autorizado pelo rei, em suma, o que não ofendesse o Estado, a religião e os costumes. A partir da Imprensa Régia foi publicado o primeiro jornal brasileiro, a Gazeta do Rio de Janeiro e também o primeiro livro, Marília de Dirceu (1812). Depois da volta da corte para Portugal, a censura foi revogada (1821) e com a liberdade de imprimir, multiplicaram-se os jornais e folhetos, revistas e surgiu a primeira revista, As variedades, cujo conteúdo básico era de ensaios de literatura.
Marília de Dirceu - Tomás Antônio Gonzaga
Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, é o que de melhor a poesia do Arcadismo Brasileiro produziu. Sua linguagem simples, não afetada, seu tom equilibrado, tornam sua leitura bastante agradável, o que destoa dos textos que costumam povoar as sagradas antologias escolares.
O primeiro aspecto que se pode destacar é a métrica regular. Seus versos são basicamente dos seguintes tipos: 4 sílabas (redondilha quebrado, já que é quase uma redondilha maior), 5 sílabas (redondilha menor), 7 sílabas (redondilha maior) e 10 sílabas (decassílabos). Além disso, há uma alternância não rígida entre versos brancos e rimados.
Mas outros aspectos são mais chamativos na obra. Marília de Dirceu carrega os exemplos mais bem sucedidos do Arcadismo, apresentando textos que facilmente ilustram as características típicas dessa escola literária. O incrível é que isso se processa eficientemente, apesar das famosas guinadas que o autor realiza em direção ao Romantismo.
O primeiro desvio é justamente aquilo que foi observado por um importantíssimo crítico como provocador da impropriedade do título. Na verdade, a obra deveria ser chamada Dirceu de Marília, pois a mulher que dá nome ao livro acaba se tornando apenas um pretexto para que o poeta fale muito de si, numa auto-gabação curiosa. Tal elemento, chamado de pessoalismo, pode ser visto no poema abaixo.

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d’expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!

Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos inda não está cortado:
Os pastores, que habitam este monte,
respeitam o poder do meu cajado.
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Que inveja até me tem o próprio Alceste:
Ao som dela concerto a voz celeste;
Nem canto letra, que não seja minha,
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!

Note como o eu-lírico, na intenção de convencer a amada do “lucro” que teria ao unir-se a ele, acaba dando uma atenção exagerada aos seus dotes, relegando-a, pelo menos no trecho em questão, a segundo plano. Esse pessoalismo muitas vezes é tão forte que destrói a convenção árcade segundo a qual todo poeta deve se imaginar um pastor. É o que se nota no trecho a seguir.

Verás em cima da espaçosa mesa
Altos volumes de enredados feitos;
Ver-me-ás folhear os grande livros,
E decidir os pleitos.

Enquanto revolver os meus consultos.
Tu me farás gostosa companhia,
Lendo os fatos da sábia mestra história,
E os cantos da poesia.

Lerás em alta voz a imagem bela,
Eu vendo que lhe dás o justo apreço,
Gostoso tornarei a ler de novo
O cansado processo.

Observe que o cotidiano de um magistrado é mencionado em expressões como “altos volumes de enredados feitos” e “decidir os pleitos”. É sabido que essa obra, que discorre sobre o relacionamento amoroso entre o pastor Dirceu e a pastora Marília, na verdade fala sobre a união entre o juiz Tomás Antônio Gonzaga e Maria Dorotéia Seixas, sua noiva. Assim, o trecho acaba por dar detalhes de um cotidiano em nada semelhante ao de pastores, embora igualmente aprazível.
É curioso enxergar aqui que o ideal de mulher apresentado afasta-se do que seria esperado para o século XVIII. Na verdade, Marília é bastante ilustrada, pois que ocupada com leitura.
A valorização da amada, no entanto, vai além da sua caracterização como culta e letrada. Constantemente se dá atenção também aos aspectos físicos. É comum o eu-lírico elogiar a beleza dela, sempre recorrendo a elementos da Natureza, que muitas vezes são superados ao serem vistos como insuficientes para tal tarefa. É o que se pode ver no trecho abaixo.

Vou retratar a Marília,
A Marília, meus amores;
Porém como? Se eu não vejo
Quem me empreste as finas cores:
Dar-mas a terra não pode;
Não, que a sua cor mimosa
Vence o lírio, vence a rosa,
O jasmim, e as outras flores.
Ah! Socorre, Amor, socorre
Ao mais grato empenho meu!
Voa sobre os Astros, voa,
Traze-me as tintas do Céu.

Mas não se esmoreça logo;
Busquemos um pouco mais;
Nos mares talvez se encontrem
Cores, que sejam iguais.
Porém não, que em paralelo
Da minha Ninfa adorada
Pérolas não valem nada,
E nada valem corais.
Ah! Socorre, Amor, socorre
Ao mais grato empenho meu!
Voa sobre os Astros, voa,
Traze-me as tintas do Céu.

Só no Céu achar-se podem
Tais belezas, como aquelas,
Que Marília tem nos olhos,
E que tem nas faces belas.
Mas às faces graciosas,
Aos negros olhos, que matam,
Não imitam, não retratam
Nem Auroras, nem Estrelas.
Ah! Socorre, Amor, socorre
Ao mais grato empenho meu!
Voa sobre os Astros, voa,
Traze-me as tintas do Céu.

Veja como os elementos da natureza, terra, mar e céu, não são suficientes para se descrever a beleza de Marília. Em outros momentos, o eu-lírico ousa até compará-la com as divindades clássicas, que saem igualadas ou superadas. Tudo consiste num amplo sistema de recursos para que o poeta consiga cortejar a amada. Observe, abaixo, a que ponto chega sua sofisticação para atingir seu intento.

Minha bela Marília, tudo passa;
A sorte deste mundo é mal segura;
Se vem depois dos males a ventura,
Vem depois dos prazeres a desgraça.
Estão os mesmos Deuses
Sujeitos ao poder do impio Fado:
Apolo já fugiu do Céu brilhante,
Já foi Pastor de gado.

A devorante mão da negra Morte
Acaba de roubar o bem, que temos;
Até na triste campa não podemos
Zombar do braço da inconstante sorte.
Qual fica no sepulcro,
Que seus avós ergueram, descansado;
Qual no campo, e lhe arranca os brancos ossos
Ferro do torto arado.

Ah! enquanto os Destinos impiedosos
Não voltam contra nós a face irada,
Façamos, sim façamos, doce amada,
Os nossos breves dias mais ditosos.
Um coração, que frouxo
A grata posse de seu bem difere,
A si, Marília, a si próprio rouba,
E a si próprio fere.

Ornemos nossas testas com as flores.
E façamos de feno um brando leito,
Prendamo-nos, Marília, em laço estreito,
Gozemos do prazer de sãos Amores.
Sobre as nossas cabeças,
Sem que o possam deter, o tempo corre;
E para nós o tempo, que se passa,
Também, Marília, morre.

Provavelmente este é o mais belo poema do Arcadismo em Língua Portuguesa, não só pela estrutura, mas também pela beleza e delicadeza de seu tema: um convite ao carpe diem. Para tanto, Dirceu utiliza uma farta e eficiente argumentação, a começar pela apresentação da tese de que a sorte é inconstante para tudo e todos, atingindo até deuses (primeira estrofe) e mortos (segunda estrofe). Dessa forma, o pastor fecha sua argumentação nele e em Marília, lembrando que os dois também estão sujeitos a tais mudanças e que, portanto, devem aproveitar a existência enquanto podem, ou seja, enquanto jovens. Essa estrutura quase que dissertativa parece revelar o tom racionalista que predominou na época, o chamado Século das Luzes, sustentado pelo Iluminismo.
Destaque deve ser feito a duas estrofes. A segunda, que apresenta uma bela imagem do passar do tempo e seus prejuízos por meio de uma metonímia e prosopopéia: a mão da morte leva-nos o bem que temos. Aqui também ocorre uma perífrase, “o bem que temos”, representando a vida. Há ainda uma expressiva aliteração nos seus dois últimos versos, em que o /r/ sugere o próprio som do arado revolvendo a terra. Na quarta estrofe existe um discreto apelo erótico. Procure-o e veja se ele não é ao mesmo tempo um tanto velhaco, dissimulado, mas também nobre.
Retomando o aspecto argumentativo do texto, percebe-se que ele é elemento que afasta de Tomás Antônio Gonzaga a possibilidade de ser visto como um romântico, apesar de seu tom pessoalista. Concorre para isso a constante queixa de que não há elementos nativistas nos poemas de Gonzaga, o que contraria os postulados românticos. Pode-se, no entanto, apontar como contra-argumento o excerto abaixo.

Tu não verás, Marília, cem cativos
Tirarem o cascalho, e a rica, terra,
Ou dos cercos dos rios caudalosos,
Ou da minada serra.

Não verás separar ao hábil negro
Do pesado esmeril a grossa areia,
E já brilharem os granetes de ouro
No fundo da bateia.

Não verás derrubar os virgens matos;
Queimar as capoeiras ainda novas;
Servir de adubo à terra a fértil cinza;
Lançar os grãos nas covas.

Não verás enrolar negros pacotes
Das secas folhas do cheiroso fumo;
Nem espremer entre as dentadas rodas
Da doce cana o sumo.

Nesse poema há inúmeras expressões que indicam o ambiente colonial brasileiro, como “minada serra”, “granetes de ouro”, “capoeiras”, “cheiroso fumo” ou “da doce cana o sumo”, o que poderia ser uma indicação de traços nativistas na obra desse árcade. Mas um estudo mais rigoroso mostraria que tal trecho é insuficiente para que enxerguemos uma antecipação do nativismo romântico, pelo menos em Marília de Dirceu.
Por fim, não se deve esquecer a famosa divisão que se faz da obra lírica de Tomás Antônio Gonzaga. Costuma-se apontar nela duas partes. A primeira, publicada em 1792, é identificada como árcade, já que adere quase que perfeitamente aos ideais dessa escola, apesar das recaídas românticas acima apontadas. São poemas que falam do enlace entre Marília e Dirceu em todas as fases, desde o cortejo, a frustração ao não se sentir atendido, até a felicidade com a união, sonhada ou realizada.
Já a segunda parte, publicada em 1799, é composta por poemas produzidos no cárcere, já que seu autor havia participado da Inconfidência Mineira. Afastado de sua amada, derrama sua melancolia e a dor da separação cada vez mais evidente em poemas que o aproximarão do Romantismo. Sua entrega não é completa graças ao seu tom equilibrado. Portanto, é uma parte classificada como pré-romântica.
Detalhe: nesse tomo o autor produz vários poemas em que tenta se inocentar, renegando qualquer ligação com os ideais inconfidentes, chegando até a descaracterizar a sanidade do seu mais conhecido membro, Tiradentes. Mas é algo irrelevante para a qualidade da obra.
A terceira parte, publicada em 1812 (portanto, em plena alvorada do Romantismo) é a mais estranha, sendo por demais questionada por alguns críticos, quando não desconsiderada. Acaba sufocada pelas anteriores, sendo raro um poema digno de nota, mesmo entre os sonetos, surgidos no final.
Em suma, Marília de Dirceu não é um livro cuja maioria dos poemas figurem entre as jóias mais preciosas das nossas letras, mas a qualidade de alguns de seus textos é suficiente para colocá-lo num lugar de destaque da Literatura Brasileira.

*Estos comentarios fueron obtenidos en la Web. El último lleva la firma del
Equipe Feranet 21

 

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